Principais Mineralogistas Brasileiros

O Brasil tem uma importante participação na mineração devido às suas riquezas minerais e, por isso, atrai muitas pesquisas. Para contextualizar, no século XVIII, o Brasil se tornou um dos maiores exportadores de ouro e diamante do mundo e isso foi de suma importância para o destaque a mineralogistas e naturalistas brasileiros.

José Bonifácio.
José Bonifácio.
Embora seja conhecido pela sua participação política, José Bonifácio de Andrade e Silva (1763-1838) também teve grande atuação na mineralogia, mas seu trabalho foi principalmente na Europa. Ele contribuiu com a descoberta de quatro novos minerais (escapolita, criolita, espodumênio e petalita) e, após sua morte, sua coleção foi doada ao Museu Imperial.

 

Outros nomes também tiveram destaque no Período Colonial como Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1815), que fez várias viagens philosophicas pelo interior do Brasil; José Vieira Couto (1752-1827), que pesquisou os recursos minerais de Minas Gerais; Manuel Ferreira da Câmara Bethencourt Aguiar e Sá (1762-1835), que fez pesquisas referentes ao ouro e ao diamante; José de Sá Bethencourt Accioly (1754-1828), que realizou pesquisas em Minas Gerais; Antônio Gonçalves Gomide (1770-1835), que tinha coleção com amostras de ouro, estalactites, crocoíta e minério de ferro.

A mineralogia mais moderna realça Orville Adalbert Derby (1851-1915), norte-americano naturalizado brasileiro, que veio ao Brasil para realizar pesquisas geológicas no Amazonas e foi convidado a participar da Comissão Geológica do Império. Ele contribuiu com a  organização das coleções de mineralogia e paleontologia do Museu Nacional além de escrever mais de 170 trabalhos, dentre eles, 48 sobre diamante, ouro e manganês.

Pode-se mencionar também Joaquim Cândido da Costa Sena (1852-1919) que publicou cerca de 20 estudos sobre o bismuto e fosfato e pertenceu a associações científicas de vários países. Ele foi responsável por organizar diversas exposições de coleções de minerais na Europa e é homenageado no nome do mineral senaita. O engenheiro João Pandiá Calógeras (1870-1934) também teve uma participação significativa na mineralogia brasileira ao publicar estudos sobre ouro, ferro, níquel e diamantes. Ele é o autor de “As Minas do Brasil e sua Legislação” e também recebeu uma homenagem no nome de um mineral, a calogerasita.

Contribuindo também para o enriquecimento da mineralogia brasileira, Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa (1872-1932) estudou em Tocantins o ouro; em Conselheiro Lafaiete o manganês; em Corumbá o ferro e o manganês; além de areias monazíticas, diamante e ouro. Em homenagem, há um mineral chamado arrojadita. Djalma Guimarães (1894-1973) estudou em Minas Gerais o niobiotantalatos e o diamante e seus satélites em Roraima. Além disso,participou da descoberta das jazidas de apatita e pirocloro de Araxá, descreveu também meteoritos e quatro minerais novos - arrojadita, giannetita, eschwegeíta e pennaíta - e ajudou na criação do Instituto de Pesquisas Radioativas. Os minerais djalmaíta e guimaraesita foram nomeados em sua homenagem.

Rui Ribeiro Franco
Rui Ribeiro Franco
Considerado o pai da gemologia brasileira, Rui Ribeiro Franco (1916-2008) publicou o primeiro livro sobre o tema: “ As Pedras Preciosas”. Além deste, ele foi autor de mais três livros e traduziu outros cinco. Recebeu em homenagem o nome  do mineral ruifrancoíta.

 

Entre os mineralogistas que se destacam atualmente, cita-se Daniel Atencio, representante do Brasil na Comission on New Minerals Nomenclature and Classification, da International Mineralogical Association, entidade que se responsabiliza pela descrição de novos minerais. Além disso, ele é autor de trabalhos que tornaram 34 novos minerais conhecidos, 20 deles descobertos no Brasil. Foi homenageado em uma outra espécie mineral descoberta no Brasil, a atencioíta. Juntamente, nomeia-se Pércio de Moraes Branco autor dos livros “Dicionário de Mineralogia”, “Glossário Gemológico” e “ Dicionário de Mineralogia e Gemologia”,  o qual também é responsável por mais de 100 artigos sobre a mineralogia, assim como os mapas gemológicos dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 

 

 

Referência Bibliográfica 

JOSÉ Bonifácio, o pai da mineralogia no Brasil. Museu de Minerais, Minérios e Rochas Heinz Ebert, 2018. Disponível em < https://museuhe.com.br/2018/04/06/jose-bonifacio-o-pai-da-mineralogia-no-brasil/> Acesso em 06 de agosto de 2020. 

BREVE história da mineralogia brasileira. Serviço Geológico do Brasil. Disponível em <Serviço Geológico do Brasil> Acesso em 06 de julho de 2020.

 

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