Pedras preciosas de Minas Gerais

O Brasil é mundialmente conhecido pelas suas riquezas minerais das quais são extraídas muitas das pedras preciosas cobiçadas atualmente. A maioria de seus estados colabora com essa produção, em destaque, o estado de Minas Gerais. Encontram-se nessa região o diamante, a esmeralda, a água-marinha, o crisoberilo, o topázio e as turmalinas. 

O diamante é conhecido pelo seu símbolo de riqueza e poder. Desde sua descoberta, ele é aproveitado gemologicamente por causa de suas características únicas. O Brasil foi destaque na produção de diamantes por muito tempo, e um de seus depósitos mais importantes está localizado em Minas Gerais. O diamante é um elemento nativo composto por carbono puro (C) e se cristaliza na forma de um octaedro principalmente. Ele é considerado o mineral mais duro conhecido, com dureza equivalente a 10 na escala de Mohs, além de apresentar um brilho adamantino com forte dispersão de luz.

 Fonte: Diamante em estado bruto. 

A esmeralda é uma das variedades do berilo sendo considerada a mais valiosa da espécie. A busca por esse mineral no Brasil se iniciou no século XVI, contudo, a primeira descoberta ocorreu apenas em 1912 na Bahia, e posteriormente em Minas Gerais. Essa gema é um silicato de berílio e alumínio que possui um tom de verde muito característico. Além dela, a água marinha também é uma das variedades do berilo mais valiosas. Ela se caracteriza pela cor que varia do azul para o azul esverdeado e pela sua cristalização em belos prismas hexagonais, sendo a procura de muitos colecionadores. Encontra-se também em Minas Gerais, embora em quantidades menores, outras variedades do berilo como a morganita (rósea), o heliodoro (amarela) e a goshenita (incolor).

Fonte: Variações lapidadas do berilo. 

O crisoberilo é o primeiro mineral descoberto e descrito no Brasil, sendo encontrado no norte de Minas Gerais. Este mineral é um óxido de alumínio e berílio com cores amareladas ou amarelo-esverdeado. Suas duas variedades típicas são a alexandrita e o olho de gato. A alexandrita se caracteriza pelo forte pleocroísmo, verde e vermelho. Já o olho de gato tem como principal característica inclusões de rutilo em forma de agulha que são ordenadas paralelamente. Isso se dá por um efeito óptico denominado chatoyance. 

O topázio é um mineral o qual gera muitas confusões em sua identificação principalmente por ser encontrado em várias cores - amarelo (semelhante ao citrino), rosa, vermelho, laranja, esverdeado, fracamente azulado (similar à água-marinha), castanho ou incolor. O topázio alaranjado, conhecido como topázio imperial, é uma das gemas típicas brasileiras por ser encontrada restritamente no país, suas jazidas estão relacionadas com a região do Quadrilátero Ferrífero, na porção central do estado, precisamente na cidade de Ouro Preto. 

Fonte: Topázio imperial em estado bruto exposto no Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Foto: Paula Bamberg. 

Encontra-se também nessa região associado ao topázio imperial o euclásio, silicato hidratado de alumínio e berílio que ocorre na variedade verde ou verde azulada e apresenta brilho vítreo.

A turmalina pode ser encontrada em diversas cores e também em cristais multicoloridos, totalizando 14 espécies distintas. Isso se deve por causa da quantidade de soluções sólidas que esse mineral apresenta. Eles ocorrem como cristais prismáticos possuindo brilho vítreo e resinoso. Existem vários nomes que simbolizam suas variações, porém o mais comum é nomeá-las em função de sua cor, por exemplo turmalina-verde, turmalina-vermelha, etc. As turmalinas não são apenas de uso gemológicos como também são procuradas para coleção. O estado de Minas Gerais se destaca como o mais importante produtor desse mineral do país, possuindo um dos mais importantes depósitos do planeta. 

Fonte: Variações lapidadas da turmalina. 

Além dessas gemas, embora sejam encontradas em menor quantidade, outras pedras preciosas também são exploradas em Minas Gerais. A ametista, andaluzita, brazilianita, amazonita, safira e rubi são alguns exemplos desses minerais.

 

Fonte: Ametista em estado bruto. 

A ametista é uma das variações do quartzo que possui qualidade gemológica. Ela é encontrada na forma hexagonal prismática de cor variando do roxo azulado à púrpura intensa, apresenta um brilho vítreo e fratura conchoidal característica. O citrino (amarela) e o quartzo rosa (rosa) também são variações do quartzo que possuem característica de gema.

A andaluzita é um silicato de alumínio extraído principalmente do norte de Minas Gerais. Seu interesse gemológico se caracteriza pelo forte pleocroísmo que varia de rosa avermelhado, verde oliva a amarelo acastanhado. A brazilianita é uma gema rara de coleção descoberta no Brasil. Ela é um fosfato hidratado de sódio e alumínio que possui coloração amarelo-esverdeado ou verde-amarelado e brilho vítreo.  A amazonita é uma variedade do mineral microclínio de cor verde. Ela pertence ao grupo dos feldspatos potássicos apresentando portanto uma clivagem perfeita e dureza média. E, por último, encontram-se também a safira e o rubi, as quais são consideradas gemas clássicas juntas ao diamante e à esmeralda. Ambas são variedades gemológicas do coríndon, logo são óxidos de alumínio de dureza muito alta. A safira apresenta coloração azul, enquanto o rubi possui uma cor vermelha intensa. 

 

 

 

Imagens:

American Gem Trade Association: Your Authority in Color

GIA: Gemological Institute Of America | All About Gemstones

Referências:

ATENCIO, Daniel. Memória da Mineralogia Brasileira. Catálogo USP. São Paulo, 1999. Disponível em <https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/44/tde-05112013-164804/en.php>. 

Chaves M.L.S.C. & Dias C.H. Gemas e Minerais de Coleção. Recursos Minerais de Minas Gerais. Disponível em <http://recursomineralmg.codemge.com.br/wp-content/uploads/2018/10/GemasMineraisColecao.pdf>. 

Chaves M.L.S.C. Diamante. Recursos Minerais de Minas Gerais. Disponível em <http://200.198.55.108/wp-content/uploads/2018/10/Diamante.pdf> .

Klein, C., Dutrow, B. 2012. Manual of mineral science. 23. ed. John Wiley & Sons. 698p.

Terra, C. B. (2019). Introdução à gemologia: minicurso. Editora: Cassandra Terra Barbosa. Ed. 1, Brasília, p. 117. (ISBN: 978-65-901692-0-4).

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