Diferença entre Minerais e Rochas

É bem comum a confusão entre os conceitos de mineral e rocha, principalmente entre aqueles que não têm contato com a geologia. Para entendê-los é importante saber a definição de cada um. 

Iniciando com os minerais, eles se caracterizam por serem substâncias sólidas e cristalinas, geralmente inorgânicas, de origem natural e que apresentam uma composição química definida. Podem ser encontrados de forma unitária ou em rochas. Essas definições podem ser detalhadas como:

  • Sólidos e cristalinos: normalmente os minerais não estão no estado líquido e nem gasoso, mas sim no estado sólido, com divergência entre alguns estudiosos quanto ao mercúrio. Quando dizemos que uma substância é cristalina, significa que seus átomos se dispõem de forma altamente ordenada – ou seja, um mineral sempre vai apresentar um padrão geométrico e repetitivo em sua estrutura interna. Contudo, existem sólidos que não tem arranjo ordenado dos átomos, sendo chamados de amorfos, como a opala.

  • Geralmente inorgânicos: são excluídas substâncias orgânicas. Materiais orgânicos são definidos como aqueles originados do carbono orgânico (forma do carbono encontrado nos organismos), desta forma, o carvão mineral ou petróleo, por exemplo, não são considerados minerais. No entanto, atualmente se tem conhecimento da produção de minerais biogênicos pelo corpo humano e por bactérias.

  • Origem Natural: o sólido deve ser formado na natureza para ser considerado um mineral.

  • Composição química específica: cada mineral é constituído por elementos químicos dispostos em diferentes arranjos  formando sua estrutura interna. Essa composição química não necessariamente é fixa, pois geralmente pode variar dentro de limites definidos. Por exemplo, a Fayalita e Forsterita se diferenciam por uma substituição iônica, ou seja, os íons de Fe2+ e Mg2+, podem ser substituídos um pelo outro sem mudar a estrutura cristalina desses minerais.

Os minerais são agrupados e classificados a partir de características em comum. A organização relacionada à composição química e às propriedades cristalográficas caracteriza a espécie mineral, cuja mutabilidade de cores, transparência e fenômenos ópticos classificam suas variedades. As espécies isoestruturais (ou seja, são similares em estrutura) formam o grupo mineral e, dois ou mais desses grupos formam o supergrupo, que consiste em minerais que possuem a mesma estrutura e elementos químicos semelhantes. É o caso do supergrupo da Turmalina que engloba variedades como a paraíba, por exemplo, ou a espécie berilo que é composta pelas variedades água-marinha e esmeralda, e a espécie coríndon, composta pelas variedades rubi e safiras coloridas. 

Minerais lapidados, em sequência: Rubi, Esmeralda e Turmalina Paraíba.

A partir da definição de mineral, conceituam-se as rochas. Elas são agregados sólidos - que ocorreram naturalmente - com o predomínio de uma mesma espécie mineral ou mais. Como exemplo, podemos citar o dunito, rocha composta por mais de 90% pelo mineral olivina, e o granito, rocha ígnea intrusiva composta principalmente por minerais como quartzo, feldspato, muscovita e biotita. 

Figura 1. Amostra de mão granito (rocha). bit.ly/17pbgZw Figura 2. Lâmina delgada (representação dos minerais). bit.ly/10JoH7E

 Figura 1. Amostra de mão granito (rocha). bit.ly/17pbgZw / Figura 2. Lâmina delgada (representação dos minerais). bit.ly/10JoH7E

 

 

 

Referências bibliográficas:

Klen, C. & Dutrow, B. Manual de Ciência dos Minerais, 23a ed. Bookman, 2012.

Branco, Pércio de Morais. Rochas. Serviço Geológico do Brasil, 2015. Disponível em <Serviço Geológico do Brasil> Acesso em 10 de julho de 2020. 

Terra, C. B. (2019). Introdução à gemologia: minicurso. Editora: Cassandra Terra Barbosa. Ed. 1, Brasília, p. 117. (ISBN: 978-65-901692-0-4).

TOURMALINE: OCTOBER BIRTHSTONE. AGTA, American Gem Trade Association. Disponível em <https://agta.org/education/gemstones/tourmaline/>. Acesso em: 21 de jul. de 2020

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