Celestita

Cristais ortorrômbicos azuis transparentes de celestina, alguns duplamente terminados com 15mm de tamanho, em uma matriz de calcário. Dimensões: 5 cm x 9 cm x 2,5 cm. Clay Center, Ohio, EUA. Dan Weinrich.  Webmineral.com.

Fonte: Cristais ortorrômbicos azuis transparentes de celestina, alguns duplamente terminados com 15mm de tamanho, em uma matriz de calcário. Dimensões: 5 cm x 9 cm x 2,5 cm. Clay Center, Ohio, EUA. Dan Weinrich.  Webmineral.com.

 

SULFATO DO GRUPO DA CELESTITA.

Fórmula: SrSO4

Cristalografia: Sistema Ortorrômbico, classe bipiramidal.

Eixos cristalográficos da Celestita.Índices de Miller da Celestita.

Fonte: Eixos cristalográficos e Índices de Miller da Celestita. 

 

PROPRIEDADES FÍSICAS

Cor: incolor, tons de azul claro, branco, avermelhado, esverdeado, acastanhado, acizentado; incolor ou levemente tingido com a luz transmitida

Brilho: vítreo, perolado

Diafaneidade: transparente, translúcido

Tenacidade: frágil

Dureza: 3 - 3½  (Escala de Mohs)

Clivagem: perfeita em {001}, boa em {210} e ruim em {010}

Fratura: irregular, frágil

Hábito: fibroso, ripiforme, lamelar, terroso, maciço ou granular. Forma cristais bem formados, tabulares finos a grossos

 

PROPRIEDADES ÓPTICAS 

Cor em lâmina: incolor

Pleocroísmo: fraco

Fórmula pleocroica: X= incolor; Y= incolor  

Caráter óptico: biaxial positivo (+) 

Valores de índices de refração:  nα = 1.619 - 1.622 nβ = 1.622 - 1.624 nγ = 1.630 - 1.632

 

CARACTERÍSTICA DIAGNÓSTICA: 

Reconhecido pela cor (tons de cinza azulados), brilho e densidade (3,9-4 g/cm^3). É insolúvel em ácidos.

 

OCORRÊNCIA:

A celestita tem origem principalmente sedimentar sin-diagenético juntamente com halita, anidrita e gipsita (em evaporitos). Nas rochas sedimentares ocorre em depósitos de sal, gipsita ou argilas e é encontrada como nódulos ou estratos contínuos, sobretudo associados ou no interior de corpos de anidritas e calcários. Forma-se também por processos hidrotermais em rochas máficas vulcânicas associada à analcima, natrolita, apofilita e celedonita ou aparecendo em veios metalíferos como mineral de ganga, especialmente associado a depósito de Pb e Zn. Comumente é encontrada em rochas carbonáticas preenchendo fissuras e cavidades resultantes de precipitação da migração de águas contendo estrôncio. Altera-se para estroncianita, calcita, witherita, quartzo, calcedônia, barita e enxofre (alguns dos quais podem ser pseudomorfos).

 

USO:

É o mineral de estrôncio mais comum, principal fonte de sais minerais na indústria de fogos de artifício e na obtenção de hidróxidos de estrôncio, utilizado para extração de açúcar dos melados.

Cristais de Celestina como agulhas. Máchów mine, Polônia. Dimensões 8.5 cm x 6 cm. Coleção e foto de Gerard van der Veldt. Mindat.org.Fonte: Cristais de Celestina como agulhas. Máchów mine, Polônia. Dimensões 8.5 cm x 6 cm. Coleção e foto de Gerard van der Veldt. Mindat.org.

 

Referências:  

Celestine. Hudson Institute of Mineralogy. Disponível em: https://www.mindat.org/min-927.html. Acesso em 03 de junho de 2021.

Celestine Mineral Data. Disponível em: http://webmineral.com/data/Celestine.shtml#.YLlIfdVKjIU. Acesso em 03 de junho de 2021.

CELESTITA. Museu de Minerais, Minérios e Rochas Heinz Ebert. Unesp. Disponível em: https://museuhe.com.br/mineral/celestita-celestite-celestine/. Acesso em 03 de junho de 2021.

CELESTITA. PDF disponível em: https://museuhe.com.br/site/wp-content/uploads/2018/02/Museu-HE-CELESTIT.... Acesso em 03 de junho de 2021.